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ESTATÍSTICA E PROBABILIDADE P/ COMPUTAÇÃO

Referências da disciplina:

Probabilidade

Conceitos de probabilidade

Existem diferentes formas de interpretar o que significa "probabilidade":

  • Clássico — baseado em espaços amostrais com resultados igualmente prováveis.

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  • Frequentista — baseado na frequência relativa observada em repetições do experimento.

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  • Subjetivo — baseado no grau de crença pessoal sobre a ocorrência de um evento.

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  • Formal (axiomático) — baseado nos axiomas de Kolmogorov, que fundamentam matematicamente a probabilidade independentemente de interpretação.

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Experimento aleatório

Um experimento aleatório é aquele em que há possibilidade de ocorrência de diversos resultados (eventos), sem que se possa prever com certeza qual deles vai ocorrer.

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Example

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Espaço amostral

O espaço amostral (\(\Omega\)) é o conjunto de todos os resultados possíveis de um experimento. Um resultado do espaço amostral é chamado de evento. \(\Omega\) pode ser:

  • Quantitativo — abordagem numérica para a coleta de dados.

    • Discreto — resulta de um conjunto finito (ou enumerável) de valores possíveis.

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    • Contínuo — resulta de um número infinito de valores possíveis, associados a pontos de uma escala contínua.

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  • Qualitativo — abordagem não numérica para a coleta de dados.

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Exemplos de espaço amostral

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Classe de eventos aleatórios

A classe de eventos aleatórios é o conjunto de todos os subconjuntos (eventos) do espaço amostral — ou seja, o conjunto das partes de \(\Omega\).

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Propriedades

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Operações sobre eventos

  • União (\(A \cup B\)):

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  • Interseção (\(A \cap B\)):

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  • Complementação (\(A^c\) ou \(\overline{A}\)):

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Propriedades das operações

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Partição

Uma partição do espaço amostral é uma coleção de eventos mutuamente exclusivos cuja união é o próprio \(\Omega\).

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Eventos mutuamente exclusivos

Dois eventos são mutuamente exclusivos (ou disjuntos) quando não podem ocorrer simultaneamente, isto é, \(A \cap B = \emptyset\).

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Experimentos de contagem

Técnicas de contagem (análise combinatória) são usadas para calcular o número de resultados possíveis em experimentos complexos, essencial para calcular probabilidades no conceito clássico.

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Combinação — escolha de \(k\) elementos de um conjunto de \(n\), sem considerar a ordem: \(\binom{n}{k} = \dfrac{n!}{k!(n-k)!}\).

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Permutação — arranjo de \(n\) elementos considerando a ordem: \(P_n = n!\) (ou \(\dfrac{n!}{(n-k)!}\) para arranjos de \(k\) elementos escolhidos entre \(n\)).

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Teoremas de probabilidade

Teorema 1

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Teorema 2

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Teorema 3

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Teorema 4

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Probabilidades dos espaços amostrais

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Exercício

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Item Probabilidade
a \(30/55\)
b \(27/55\)
c \(13/55\)
d \(42/55\)
e \(13/55\)
f \(15/55\)

Probabilidade condicional

A probabilidade condicional \(P(A \mid B)\) mede a probabilidade de \(A\) ocorrer, dado que sabemos que \(B\) já ocorreu.

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Exemplo 1 — lançamento de dois dados

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Exemplo 2

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Teorema do produto

O teorema do produto permite calcular a probabilidade da interseção de dois eventos a partir da probabilidade condicional: \(P(A \cap B) = P(A \mid B) \cdot P(B)\).

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Independência estatística

Dois eventos \(A\) e \(B\) são estatisticamente independentes quando a ocorrência de um não afeta a probabilidade do outro: \(P(A \mid B) = P(A)\), o que equivale a \(P(A \cap B) = P(A) \cdot P(B)\).

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Example

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Teorema de Bayes

O Teorema de Bayes permite "inverter" uma probabilidade condicional, relacionando \(P(A \mid B)\) com \(P(B \mid A)\):

\[P(A \mid B) = \frac{P(B \mid A) \cdot P(A)}{P(B)}\]
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Example

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Variáveis aleatórias

Uma variável aleatória é uma variável que assume um único valor numérico, determinado pelo acaso, para cada resultado de um experimento.

  • Discreta — tem um número finito de valores, ou uma quantidade enumerável de valores ("enumerável" significa que, mesmo havendo infinitos valores possíveis, eles podem ser associados a um processo de contagem, como os números naturais).

    Example

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  • Contínua — tem infinitos valores possíveis, associados a medidas em uma escala contínua, sem "pulos" ou interrupções.

    Example

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Função de probabilidade (distribuição de probabilidade)

É um gráfico, tabela ou fórmula que dá a probabilidade de cada valor possível da variável aleatória — a associação entre a variável aleatória e sua probabilidade.

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Representações

  • Gráfica:

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  • Tabela:

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Função de uma variável aleatória

Qualquer função de uma variável aleatória também é, ela mesma, uma variável aleatória.

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Example

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Função de distribuição (de repartição)

Seja \(X\) uma variável aleatória discreta. A função de distribuição \(F(x)\) é definida como a probabilidade de que \(X\) assuma um valor menor ou igual a \(x\): \(F(x) = P(X \leq x)\).

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Example

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Propriedades

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Função de densidade de probabilidade (fdp)

Seja \(X\) uma variável aleatória contínua. A função de densidade de probabilidade \(f(x)\) satisfaz as seguintes condições (não-negatividade e integral total igual a 1):

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Note

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Exemplos

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    (Utiliza o conceito de esperança matemática, abordado a seguir.)

Medidas de variáveis aleatórias

Medidas de posição

Esperança matemática (valor esperado ou média)

O valor esperado de uma variável aleatória é a soma do produto de cada valor possível pela sua respectiva probabilidade — é um número real, e também pode ser visto como uma média ponderada. Notação: \(\mu\) ou \(\mu_X\).

Example

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Esperança de uma variável discreta

Seja \(X\) uma variável aleatória discreta com valores possíveis \(x_1, x_2, \ldots, x_n\), e seja \(p(x_i) = P(X = x_i)\), \(i = 1, \ldots, n\). O valor esperado de \(X\) é:

\[E(X) = \sum_{i=1}^{n} x_i \cdot p(x_i)\]
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Example

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Esperança de uma variável contínua

Seja \(X\) uma variável aleatória contínua com função de densidade \(f(x)\). O valor esperado de \(X\) é:

\[E(X) = \int_{-\infty}^{\infty} x \cdot f(x)\, dx\]
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Example

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Example

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Propriedades

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Interpretação prática

Do ponto de vista estatístico, a média pode indicar a "honestidade" de um determinado evento: quando a média tende a um valor menor que o esperado por acaso, isso pode sugerir que o evento não é justo (por exemplo, um jogo manipulado).

Mediana

A mediana de uma variável aleatória é o valor que divide a distribuição em duas partes iguais, ou seja, \(F(M_d) = 0{,}5\), onde \(M_d\) é a mediana e \(F(X)\) é a função de distribuição.

Aplicações

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Example

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Moda

  • Definição discreta — o valor de \(X\) com maior probabilidade.
  • Definição contínua — o valor de \(X\) com maior densidade.

Example

Discreta:

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Contínua:

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Medidas de dispersão

Variância

A variância de uma variável aleatória mede o quanto seus valores se afastam, em média, da esperança:

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  • Para \(X\) discreta:

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    A variância de \(X\) é o somatório de \((x_i - E(X))^2\) ponderado pela probabilidade \(p(x_i)\).

  • Para \(X\) contínua:

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    A variância de \(X\) é a integral, de \(-\infty\) a \(+\infty\), de \((x - E(X))^2 \cdot f(x)\).

Propriedades

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Desvio padrão

O desvio padrão é a raiz quadrada da variância: \(\sigma = \sqrt{\text{Var}(X)}\).

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Exemplos

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  3. Untitled

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    (Exemplo ainda não totalmente compreendido — revisar com o material da disciplina.)

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    (Resolução possivelmente contém erro — revisar.)

Distribuições de probabilidade

Modelos de distribuição discretas

As distribuições discretas mais comuns compartilham a ideia de "ensaios" (tentativas) com dois ou mais resultados possíveis. A tabela a seguir resume as principais:

Distribuição Cenário típico \(E(X)\) \(\text{Var}(X)\)
Bernoulli Um único ensaio, sucesso/fracasso \(p\) \(pq\)
Binomial \(n\) ensaios independentes, com reposição \(np\) \(npq\)
Geométrica Ensaios até o primeiro sucesso \(1/p\) \(q/p^2\)
Poisson Ocorrências em um intervalo de tempo/espaço \(\lambda\) \(\lambda\)
Hipergeométrica Amostragem sem reposição — —

Distribuição de Bernoulli

Seja \(X\) uma variável aleatória com dois resultados possíveis: fracasso ou sucesso. A probabilidade de sucesso é \(P(X=1) = p\), e a de fracasso é \(P(X=0) = 1-p = q\).

  • Valor esperado: \(E(X) = \mu_X = p\).
  • Variância: \(\text{Var}(X) = \sigma^2 = pq\).

Example

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Distribuição binomial

Modela sucessos ou fracassos sucessivos e independentes (como ensaios com reposição), em que a probabilidade \(p\) (e \(1-p\)) é a mesma em cada ensaio.

Example

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Função de probabilidade

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Seja \(X\) uma variável aleatória binomial com parâmetros \(n\) (número de ensaios) e \(p\) (probabilidade de sucesso): \(X \in \{0, 1, 2, \ldots, n\}\).

  • Valor esperado: \(E(X) = \mu_X = np\).
  • Variância: \(\text{Var}(X) = \sigma^2 = npq\).

Example

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Distribuição geométrica

Modela o número de tentativas sucessivas até o primeiro sucesso, com dois resultados possíveis por tentativa, probabilidades constantes (\(p\) e \(1-p\)) e ensaios independentes (com reposição).

Example

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Função de probabilidade

Considerando uma sequência de ensaios de Bernoulli, a distribuição geométrica dá a probabilidade de que sejam necessários \(k\) ensaios até o primeiro sucesso:

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onde \(p\) é a probabilidade de sucesso, \((1-p)\) a de fracasso e \(k\) o número de ensaios.

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Example

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(O expoente correto no denominador/contagem de ensaios é \(k - 1\), não \(k\).)

Distribuição de Poisson

Modela o número de ocorrências de um evento em um intervalo específico de tempo ou espaço.

Exemplos de aplicação

Erros tipográficos por página; defeitos por unidade de área/comprimento em uma peça fabricada; mortes por ataque cardíaco por ano.

Propriedades

  • A probabilidade de uma ocorrência é a mesma para quaisquer dois intervalos de igual tamanho.
  • A ocorrência (ou não) em um intervalo é independente da ocorrência em qualquer outro intervalo.

Função de probabilidade

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Onde:

  • \(X\) é o número de ocorrências (sucessos).
  • \(P(X)\) é a probabilidade de \(X\) ocorrências em um intervalo.
  • \(\lambda\) é o valor esperado (número médio de ocorrências no intervalo).
  • \(e\) é o número de Euler (\(\approx 2{,}71828\)).
  • Valor esperado: \(E(X) = \lambda\).
  • Variância: \(\text{Var}(X) = \lambda\).

Exemplo 1

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Exemplo 2

Numa fita de som, há um defeito a cada 200 pés. Qual é a probabilidade de que:

a) em 500 pés não aconteça nenhum defeito?

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b) em 800 pés ocorram pelo menos 3 defeitos?

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Distribuição hipergeométrica

Semelhante à binomial, mas composta por \(r\) ensaios sem reposição — ou seja, os ensaios passam a ser dependentes. O conjunto é composto por dois tipos de objetos (dois resultados possíveis).

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Example

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Função de probabilidade

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Exemplos (distribuições discretas)

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Modelos de distribuição contínuas

Distribuição uniforme

Considera um intervalo \([a, b]\) dentro do qual qualquer valor é igualmente provável.

Example

Suponha que o tempo de voo possa ser qualquer valor no intervalo entre 120 e 140 minutos; seja \(X\) a variável aleatória que representa o tempo de voo de uma aeronave viajando de Chicago a Nova York.

Função de probabilidade

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Gráfico

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Example

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Distribuição exponencial

Útil para descrever o tempo necessário para completar uma tarefa.

Exemplos de aplicação

Tempo entre chegadas de pacotes em um roteador; tempo de vida de aparelhos; tempo de espera em restaurantes ou caixas de banco.

  • Parâmetro: \(\lambda\) (média ou valor esperado).
  • Está intimamente ligada à distribuição de Poisson (o tempo entre eventos de Poisson segue uma exponencial).

Função de probabilidade

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O \(\lambda\) aqui segue a mesma lógica do \(\lambda\) da distribuição de Poisson.

Gráfico

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Example

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O resultado final é a soma de uma parte com a outra.

Distribuição normal

Usada em uma ampla variedade de aplicações práticas, para variáveis como altura, peso, medições e índices em geral.

  • Parâmetros: \(\mu\) (média) e \(\sigma\) (desvio padrão).

Example

Os salários dos diretores de empresas em São Paulo se distribuem normalmente, com média de R$ 20.000,00 e desvio padrão de R$ 500,00.

Função de probabilidade

\[f(x) = \frac{1}{\sigma\sqrt{2\pi}} e^{-\frac{(x-\mu)^2}{2\sigma^2}}\]
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Gráfico

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Exemplos (distribuições contínuas)

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    Observação: 0,31 é o Z-Score correspondente a 0,12 na tabela da normal.

Exemplos gerais sobre distribuições

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Análise exploratória

Tabela estatística

Toda tabela estatística deve ter: cabeçalho (breve descrição do propósito), corpo (os registros de dados) e rodapé (fonte dos dados).

Example

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Séries estatísticas

Uma série estatística é qualquer tabela que apresenta a distribuição de um conjunto de dados em função da época (fator temporal), do local (onde o fenômeno ocorre) ou da espécie (o fato/fenômeno em si).

Tipo Fator variável Fatores fixos
Temporal (cronológica) Época Local e espécie
Geográfica (histórica) Local Época e espécie
Específica (categórica) Espécie Época e local

Série temporal

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Série geográfica

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Série específica

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Distribuições de frequência — tabela em que os valores da variável não aparecem individualmente, mas agrupados em classes.

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População e amostra

  • População — conjunto de elementos que compartilham uma determinada característica. Pode ser finita ou infinita (algumas populações finitas são tratadas como infinitas para fins práticos).
  • Amostra — qualquer subconjunto não vazio da população, com número de elementos menor que o da população.
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A escolha de como selecionar a amostra depende, entre outros fatores, do grau de conhecimento sobre a população e dos recursos disponíveis. O objetivo é que a amostra seja o mais representativa possível da população de origem.

Tipos de amostragem

  • Amostragem aleatória — cada elemento é retirado aleatoriamente de toda a população (com ou sem reposição); toda amostra possível tem a mesma probabilidade de ser selecionada.

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  • Amostragem estratificada — subdivide a população em pelo menos dois grupos (estratos) que compartilham alguma característica, e depois coleta uma amostra de cada estrato (tipicamente por amostragem aleatória dentro de cada um).

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  • Amostragem sistemática — usada quando os elementos da população já estão ordenados, e a retirada ocorre periodicamente (por exemplo, a cada \(k\)-ésimo elemento).

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Variável (estatística)

Uma variável é uma característica observável nos elementos da população, com pelo menos um resultado possível para cada elemento observado.

  • Qualitativa — o resultado é um atributo ou qualidade.

    • Ordinal — admite uma ordenação natural entre as categorias.

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    • Nominal — não existe ordenação entre as categorias.

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  • Quantitativa — o resultado é um número em uma escala pré-determinada.

    • Discreta — resultados possíveis são números inteiros (ex.: número de alunos).
    • Contínua — o resultado está em um intervalo dos números reais (ex.: atraso de transmissão de bytes em uma rede).

Gráficos

Gráficos representam resultados obtidos, permitindo tirar conclusões sobre a evolução de um fenômeno ou sobre como se relacionam os valores de uma série.

  • Gráfico de barras (barras horizontais):

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  • Gráfico de colunas (barras verticais), útil para mostrar alterações ao longo do tempo ou comparar itens:

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  • Gráfico de setor (pizza), útil para mostrar a importância relativa de proporções, trabalhando com porcentagens:

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  • Gráfico de hastes:

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  • Histogramas — representação gráfica de uma distribuição de frequências por meio de retângulos justapostos.

    Example

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Distribuição de frequência

O método mais útil para descrever os resultados de uma variável é a distribuição de frequência: uma tabela em que os valores não aparecem individualmente, mas agrupados em classes.

Cuidado ao escolher o número de classes

  • Com muitos intervalos, corremos o risco de não realçar aspectos relevantes (ruído em excesso).
  • Com poucos intervalos, os grupos ficam muito abrangentes, impedindo maior precisão.

Polígono de frequências — representação gráfica da distribuição de frequências, usando os pontos médios dos intervalos de classe, conectados por segmentos de linha.

Example

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Polígono de frequência acumulada — cada ponto do gráfico representa a soma de todas as frequências das classes anteriores, mais a frequência da classe correspondente ao ponto.

Example

Tabela:

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Polígono de frequência acumulada:

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Como construir uma tabela de distribuição de frequência

Passo a passo

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1º passo — determinar a amplitude total: maior valor menos menor valor. Nesse caso, \(18{,}1 - 4{,}7 = 13{,}4\).

2º passo — estimar o número de intervalos. Dois métodos comuns:

  • Seja \(n\) o número de observações: para \(n > 25\), \(K = \sqrt{n}\); para \(n \leq 25\), \(K = 5\). Nesse exemplo, \(K = \sqrt{50} \approx 7{,}07\).
  • Fórmula de Sturges: \(K = 1 + 3{,}22 \log n\). Nesse caso, \(K = 1 + 3{,}22 \log 50 \approx 7\).

Dada a importância de escolher um número razoável de intervalos, vamos com \(K = 7\).

3º passo — estimar a amplitude dos intervalos: dividimos a amplitude total pelo número de intervalos. Nesse caso, \(h = 13{,}4 / 7 = 1{,}914 \approx 1{,}92\).

4º passo — esquematizar a tabela de acordo com as informações anteriores:

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Diagramas de dispersão — usados para identificar se existe correlação (forte, fraca, moderada, positiva, negativa) entre duas variáveis.

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Gráfico de curvas — usado em processos para acompanhar a evolução de uma variável em relação a um ou mais limites existentes.

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Considerações sobre a escolha do gráfico

Gráficos setoriais (pizza) são particularmente úteis para visualizar diferenças entre poucas classes, mas não acomodam bem muitas categorias. Nesse caso, é melhor reagrupar as categorias menos importantes em um grupo "outros", ou usar um gráfico de barras com as categorias separadas.

Melhores gráficos para cada tipo de dado

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Exercício

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Medidas estatísticas descritivas

Ferramentas básicas para medir e descrever características de um conjunto de dados.

Medidas de posição central

Representam um fenômeno pelo seu valor "médio" — o valor em torno do qual os dados tendem a se concentrar.

Média

É o valor médio de uma distribuição, calculado segundo uma regra fixada a priori, usado para representar o conjunto de valores. Representada por \(\bar{x}\).

\[\bar{x} = \frac{1}{n}\sum_{i=1}^n x_i\]
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Example

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Para dados agrupados:

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Example

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É uma média aritmética em que cada ocorrência tem um peso específico.

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Equivale ao inverso da média aritmética dos inversos de \(n\) valores.

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É a raiz de ordem \(n\) do produto dos valores da amostra.

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Relação entre as médias

As médias geométrica e harmônica são sempre menores ou, no máximo, iguais à aritmética. A igualdade só ocorre quando todos os valores da amostra são idênticos. Quanto maior a variabilidade dos dados, maior a diferença entre a média aritmética e as médias harmônica/geométrica.

Example

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Mediana

É o valor que, com os dados ordenados, separa a metade inferior da amostra da metade superior.

  • Se \(n\) é ímpar, a mediana é o valor central:

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  • Se \(n\) é par, a mediana é a média simples dos dois valores centrais:

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Para dados agrupados: calcula-se \(n/2\), identifica-se em qual classe esse valor se encontra (a partir das frequências acumuladas), e aplica-se a fórmula:

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Moda

É o valor que ocorre com maior frequência; numa amostra, a moda pode não existir, ou pode ser múltipla (amostra multimodal).

Example

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Moda para dados agrupados — usa-se a fórmula de King:

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Onde:

  • \(l\) — limite inferior da classe modal.
  • \(\Delta_1\) — diferença entre a frequência da classe modal e a da classe anterior.
  • \(\Delta_2\) — diferença entre a frequência da classe modal e a da classe posterior.
  • \(h\) — amplitude da classe modal.

Example

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Medidas de dispersão

Quantificam o quanto os valores da amostra estão afastados (dispersos) em relação à média amostral.

Amplitude total — diferença entre o maior e o menor valor do conjunto de dados.

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Desvio padrão — mede a dispersão dos valores em torno da média. Representado por \(s\) (amostral) e \(\sigma\) (populacional).

  • Para uma população de \(N\) indivíduos:

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  • Para uma amostra de \(n\) observações:

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Dados agrupados — usa-se a mesma fórmula, mas cada termo do somatório é ponderado pela frequência absoluta da classe, e \(x_i\) passa a ser o ponto médio (a "média") da classe.

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Coeficiente de variação — para um conjunto de dados amostrais ou populacionais, expresso como percentual, descreve o desvio padrão relativo à média:

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É uma medida adimensional, útil para comparar a dispersão de amostras/populações em unidades diferentes. Desvantagem: perde utilidade quando a média está próxima de zero.

Variância — medida de dispersão igual ao quadrado do desvio padrão:

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Warning

A variância não é expressa nas mesmas unidades dos dados originais (é o quadrado da unidade original), o que dificulta sua interpretação direta.

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Amplitude interquartílica — amplitude do intervalo entre o primeiro e o terceiro quartil, representada por \(IQ\) (ou \(Q\)):

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É uma medida de variabilidade robusta, pouco afetada por dados atípicos (outliers); tem relação com o desvio padrão:

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Medidas de posição (separatrizes)

Dividem a área de uma distribuição de frequência em regiões de áreas iguais.

Quartil — qualquer um dos três valores que divide o conjunto ordenado de dados em 4 partes iguais; cada parte representa \(1/4\) da amostra ou população.

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Para dados agrupados:

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Percentil — divide o conjunto ordenado de dados em 100 partes iguais, cada parte representando \(1/100\) da amostra. O \(k\)-ésimo percentil \(P_k\) corresponde à frequência cumulativa de \(N \cdot k/100\), onde \(N\) é o tamanho amostral.

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Para dados agrupados:

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Relações entre quartil e percentil

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Medida de assimetria

Permite analisar uma distribuição a partir das relações entre moda, média e mediana — graficamente, ou apenas pelos valores numéricos. Uma distribuição é dita simétrica quando moda, média e mediana coincidem; caso contrário, é assimétrica.

Para calcular a assimetria, usa-se o coeficiente de assimetria de Pearson:

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Onde \(\bar{x}\) é a média aritmética, \(M_o\) é a moda e \(s\) é o desvio padrão. O coeficiente assume valores entre \(-1\) e \(+1\).

Curvas assimétricas

  • Coeficiente \(> 0\) (assimetria positiva, cauda à direita):

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  • Coeficiente \(< 0\) (assimetria negativa, cauda à esquerda):

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Curtose

Mede o grau de "achatamento" de uma distribuição em relação a uma curva normal de referência. Para calcular, usa-se o coeficiente de Pearson:

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Exercícios

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Exemplos adicionais

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Estimação

Estatística descritiva vs. inferência estatística

A estatística descritiva tem por objetivo resumir ou descrever características importantes de dados populacionais ou amostrais já conhecidos. Já a inferência estatística é o processo de tirar conclusões (ou generalizações) sobre uma população, usando apenas informações de uma amostra dela.

Estimativa

Um estimador é uma estatística usada para obter uma aproximação de um parâmetro populacional.

Estimativa pontual — um único valor usado para aproximar o parâmetro. A média amostral é a melhor estimativa pontual para a média populacional; a variância amostral, para a variância populacional.

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Estimativa intervalar — um intervalo de valores que contém a média da população com uma determinada probabilidade de acerto. O intervalo de confiança está associado a um grau de confiança, que mede o quão certos estamos de que o intervalo de fato contém o parâmetro populacional.

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Variância conhecida (usa-se a distribuição normal):

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Variância desconhecida (usa-se a distribuição t-Student):

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Grau de liberdade — o número de valores amostrais que podem variar livremente, depois que certas restrições são impostas aos dados.

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Com isso, o intervalo de confiança é \(\bar{x} - E \leq \mu \leq \bar{x} + E\), onde \(E\) é a margem de erro calculada pela fórmula do t-Student acima.

Intervalo de confiança (resumo)

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Exemplos

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Teste de hipótese

Definição

Uma hipótese estatística é uma afirmação acerca dos parâmetros de uma ou mais populações, ou acerca da distribuição da população — é uma afirmação sobre a população, não sobre a amostra.

Normalmente, formulam-se duas hipóteses:

  • \(H_0\) — hipótese nula, a hipótese que, a princípio, não queremos rejeitar sem evidência suficiente.
  • \(H_a\) — hipótese alternativa, aceita quando não é possível sustentar \(H_0\) como verdadeira.

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Formas de hipótese

  • Bilateral:

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  • Unilateral à direita:

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  • Unilateral à esquerda:

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Erros de decisão

\(H_0\) verdadeira \(H_0\) falsa
Rejeitar \(H_0\) Erro Tipo I (\(\alpha\)) Decisão correta
Não rejeitar \(H_0\) Decisão correta Erro Tipo II (\(\beta\))
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Como realizar testes de hipótese

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Note

Usa-se a distribuição t-Student quando a variância é desconhecida, com \(n - 1\) graus de liberdade.

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Testes de hipótese em diferentes formas

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Exemplos

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Teste de hipóteses para duas médias

Variâncias desconhecidas — usa-se a distribuição t-Student. A estatística do teste é:

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Onde \(\bar{x}_1\) e \(\bar{x}_2\) são as médias amostrais, \(n_1\) e \(n_2\) os tamanhos das amostras, e \(S_1^2\) e \(S_2^2\) as variâncias amostrais das duas populações.

O valor \(t\) calculado é comparado a um valor crítico da tabela t-Student, com \(\min\{n_1 - 1, n_2 - 1\}\) graus de liberdade (em R, usa-se qt(1 - nível_de_significância, min(n1 - 1, n2 - 1))).

Variâncias conhecidas:

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Formas

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Exemplos

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Procedimento geral para teste de hipótese

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Para o 5º passo:

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Como interpretar um teste de hipótese

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Exemplos finais

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Ver também: Assunções da regressão linear